Experiências pedagógicas da política pública de monitoria estudantil do Programa Mais Estudo
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.20830434Palavras-chave:
Metodologias ativas de aprendizagem, Construção do conhecimento, Monitoria estudantil, Políticas públicas de educação, Educação básicaResumo
Este artigo analisa as experiências pedagógicas desenvolvidas no âmbito do programa de monitoria estudantil Mais Estudo, uma política pública da Secretaria de Educação do Estado da Bahia (SEC-BA) na oferta da educação básica, implementada na rede estadual de ensino no período de 2019 a 2024. Parte-se da premissa de que experiências como as do Mais Estudo possuem potencial para fomentar a aprendizagem ativa e contribuir para o processo de construção do conhecimento, a partir do protagonismo estudantil e da mediação docente qualificada. Com abordagem qualitativa e caráter exploratório, esse trabalho recorreu à pesquisa bibliográfica e documental. Os referenciais teóricos dialogam com as áreas de metodologias ativas de aprendizagem, construção do conhecimento, pedagogia crítica, políticas públicas educacionais e experiências de monitoria. A análise se ancora, ainda, em dados educacionais e sociais do estado da Bahia, evidenciando um contexto marcado por desigualdades estruturais e indicadores de baixa proficiência, que tornaram urgente a adoção de estratégias pedagógicas inovadoras e inclusivas. Foi possível reconhecer o potencial transformador do programa quando há mediação docente qualificada, intencionalidade pedagógica e incentivo à autonomia discente. Por outro lado, a análise também apontou limitações relacionadas aos processos formativos, à valorização do professor orientador, ao acompanhamento pedagógico e à execução orçamentária. O trabalho oferece análises que podem subsidiar o aperfeiçoamento do programa e a formulação de políticas educacionais semelhantes com foco na equidade educacional.
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