A mobilização de atores estatais e não estatais na instalação de abrigos provisórios em desastres climáticos: o caso de Porto Alegre durante as enchentes de 2024
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.17393062%20Palavras-chave:
Mudanças Climáticas, Desastres, Inundações, Abrigos provisórios, Gestão de riscoResumo
Em 2024, as inundações no Rio Grande do Sul alcançaram 96% dos municípios e provocaram 183 mortes, centenas de feridos e milhares de desabrigados (Rio Grande do Sul, 2024b). Nesse contexto, os abrigos provisórios de pessoas, organizados por governos, empresas e entidades do terceiro setor, foram cruciais ao acolhimento das vítimas e à gestão de riscos de desastres. O artigo mapeia e categoriza sociologicamente os abrigos instalados em Porto Alegre, considerando aspectos como: a sua geolocalização, a sua capacidade de atendimento e as instituições responsáveis. Sublinha-se a indispensável colaboração entre diferentes esferas sociais para otimizar recursos e agilizar a instalação desses equipamentos, tornando-os eficazes e inclusivos. A partir de uma classificação inovadora dos abrigos, que codifica as instituições responsáveis de acordo com o setor de atividade econômica a que pertencem, verificou-se um protagonismo do terceiro setor na instalação dos locais, embora com menor capacidade de acolhimento (número médio de abrigados) em comparação com outros setores.
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Copyright (c) 2025 Marilia Patta Ramos, Letícia Maria Schabbach, Igor Nicolini

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